Entrevistas Geral

ENTREVISTA COM CESAR LIMA

Cesar Augusto Alves de Lima, mais conhecido por Cesar Lima, é empresário que atua no ramo Industrial e Comércio Exterior. Como prestador de serviços, sua empresa já executou mais de 100 obras no país, para grupos como Vale do Rio Doce, Nestlé, Michelin, Texaco, Odebretch, Cargil, …, distribuídos em segmentos do setor Sucroalcooleiro, Petrolífero, Químico, Alimentos, Mineração, Farmacêutico, entre outros.
Através de uma Trading – o grupo empresarial na qual tem participação – exerce atividade de Comércio Exterior para mais de 30 países; e, pela Holding incorpora empresas que precisam de injeção de capital, em sistema societário, o que permite uma exploração macro em vários segmentos.
Além da atividade empresarial, Cesar Lima, sempre esteve ligado à política na condição de assessor. Já coordenou campanhas vencedoras para vereadores, prefeitos e Deputados. Foi membro fundador nacional do Patriota 51. Foi Chefe de Gabinete da quarta secretaria da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e do Deputado Adilson Barroso. Foi Diretor Administrativo da Câmara Municipal de Barrinha. Foi Assessor de Imprensa Nacional do Patriota 51. Foi Assessor Político e Mestre de Cerimônias do atual Presidente da República Jair Messias Bolsonaro em sua passagem pelo Patriota. É o atual Presidente Nacional do Puma – Partido Universal do Meio Ambiente. E, preside o partido Patriota 51 no município de Itanhaém – SP. Enfim, além de ter concluído dezenas de cursos complementares – entre eles, o de ética pela Universidade de Harvard – Fundação Voduca -, Cesar Lima é Contabilista, Jornalista, Ministro Evangélico, Escritor, formado em Direito pela Unip, e, Acadêmico em Engenharia da Computação pela Univesp. Aos 59 anos, casado com Marta Lima e pai de 3 filhos: Angélica, Cesar Filho e Marcelo, é o entrevistado da semana.
JLN – Você é natural de onde?
R. Sou natural de Pedro de Toledo, mas, logo na infância mudei para Itanhaém.
JLN – Você acredita em Deus? Qual é a sua crença?
R. Sim, acredito. Sou cristão, fui Pastor da Assembleia de Deus – Ministério Alpha, Santos.
JLN – Me fale onde estudou e qual a sua experiência técnica e acadêmica.
R. Estudei no Pollastrini, OEA, ETEC, SENAI, Universidade Anhanguera, Unaerp, Unip, Univesp; trabalhei como jornalista em São Paulo e Região de Ribeirão Preto; fui chefe de obras da multinacional japonesa Boviel Kyowa e também da Standart Eletromecânica Internacional – ambas do setor de telecomunicações; em 1994 migrei para o setor industrial, primeiro como sócio da BIT, depois Brasman e hoje Termolan. Nesse período estudei edificações na Etec de Mongaguá, no Senai de Barcarena – PA, fiz vários cursos como: Manutenção Industrial, Caldeiraria, Solda, Interpretação de isométricos, etc. Na Alesp, também fiz dezenas de cursos. Basta sobrar um tempo que faço um novo curso… rs. E, na área jurídica tenho participação direta no escritório da minha filha, a Dra. Angélica.
JLN – Você é casado com Marta Lima, ela foi candidata a Prefeita em 2004 e teve uma excelente atuação. Me fale um pouco a respeito?
R – Marta Lima é uma excelente pessoa. Sou um felizardo por tê-la como esposa, como companheira e como sócia. Estamos casados há 31 anos, ela é inteligente, dedicada, profissional em tudo o que faz. Isso ajuda muito, porque conseguimos dividir tarefas, principalmente nas empresas. Aliás, fazemos isso muito bem, dividimos as coisas de forma bem definida: família, empresa, política, lado pessoal, nada se mistura, e isso com certeza tem sido um dos principais ingredientes para vivermos bem até hoje. Quanto a política em 2004, ela passou aquilo que é: uma pessoa transparente, bem intencionada, que propôs mudanças.
JLN – O que você diria dos seus filhos?
R – Só benção. Até hoje, Graças a Deus, só benção. Tenho uma filha advogada, um rapaz que já cursou administração de empresas e faz contabilidade e Direito; e, o caçula está finalizando o curso de Engenharia Mecânica. São maravilhosos, como disse: só benção.
JLN – Eu li, que um de seus filhos, recentemente participou de uma final de game em Salvador. Pode falar a respeito?
R – Sim. Foi o Cesar Filho. Ele é jogador de LOL, pelo RibornTitãs, e disputou a final em Salvador. Trouxeram a medalha de bronze.
JLN – O que você acha da atual administração?
R. Itanhaém uma cidade boa, de alto potencial é um dos melhores lugares do país para se viver. Entenda: eu disse para se “viver” e não para “trabalhar”. E, sem dúvida alguma a maior carência é a geração de novos “empregos”; hoje, não há projetos capazes de suprir essa demanda. Os gestores que passaram pelo poder não conseguem visualizar esse caminho, dão desculpas conformistas, não se modernizam, não investem em infraestrutura, não faz política preventiva, não se conscientizam de que primeiro tem que haver uma contrapartida do município, para depois, o chamamento ao investidor e não o contrário; e, quanto a pergunta, sogre à administração atual, eu particularmente acho que o atual prefeito se perdeu. Itanhaém precisa de uma gestão compartilhada com o povo, sem demagogia, sem protecionismo, e focada no emprego. Desculpe-me o termo, até meio vulgar, mas, na prática é preciso sair do gabinete e ganhar as ruas, participar, ficar junto com o povão, ver a realidade dos fatos, sentir o que eles vivem, o que eles sentem, o que querem e no que depositam suas esperanças. Coronolismo, é coisa do passado. O Comandante do Executivo tem o leme em suas mãos, e pode criar projetos viáveis capaz de conduzir os seus munícipes a um porto seguro, mas é preciso competência, determinação, vontade e principalmente direção de Deus. A minha definição é a de que temos uma administração de ruim a regular, nada além disso.
JLN – Poderia nos falar sobre sua visão dos pré-candidatos ao Executivo e Legislativo, em evidência hoje?
R. A diversidade de pré-candidatos é boa, proporciona um leque maior de escolhas para o eleitor. Por outro lado, isso facilita àqueles que detém o poder em suas mãos, tanto no Executivo quanto no Legislativo, mas, isso faz parte do processo democrático. Em evidência no quadro atual temos Tiago Cervantes – atual vice-prefeito, que na prática significa a “continuidade” do governo atual; Cris Forssel, que é a filha de Rafael da Pamaco (da antiga Simaco), e está a mercê da articulação do ex-prefeito Forssell e seu filho – há quem diga que ele nunca se desligou do poder – por ter sido o reponsável por eleger o atual prefeito, que já completa o seu segundo mandato; Marcelo Strama, é uma oposição que vem pela quarta vez, embora tenha inovado o discurso ainda mantém a mesma forma de fazer política, é um fiel escudeiro do ex-governador Márcio França – por sinal, grande político da Baixada Santista. Enfim, outros também se lançaram em oposição, como: Paulo Munhoz, Galvão, Brito, etc., Enfim, esse é um assunto polêmico e complexo, tanto é que as pesquisas tem mostrado que cerca de quase 50% das pessoas ainda não tem candidato a prefeito definido; essa é a minha visão macro pessoal.
JLN – Mas, o que levou você a se lançar um pré-candidato a Prefeito em Itanhaém?
R. A minha vontade de ver a cidade avançar, evoluir, se desenvolver foi a principal motivação. Quero vê-la, no futuro, diferente do que é hoje. Meus conceitos são outros, minha visão é fazer acontecer o futuro de forma prática e segura, acabar de vez com a corrupção de bastidores -, deixar tudo às claras, trazer novos investimentos, abrir possibilidades de exploração do turismo internacional, abrir frentes de trabalho através da indústria não poluente, de serviços, entre outros. A minha administração – como prefeito – seria de portas abertas, com a participação do povo, daria fim a esse sistema de gabinete fechado, que implantaram nos últimos governos. Meu objetivo seria apoiar projetos como o “Smart Ville Itanhaém”, que tem capacidade de gerar cerca de 30 mil empregos e trazer ao município uma renda mensal de 385 milhões de reais para a cidade; eu iria focar na mudança visual da cidade e angariar novos investimentos capazes de proporcionar melhorias e qualidade de vida a todos.
JLN – Me explique melhor esse projeto.
R. No final de 2018, em uma reunião de negócios ocorrida no escritório da empresa em São Paulo, conheci um rapaz do Rio de Janeiro, chamado Luiz Verri – presidente da instituição AME – que me falou desse projeto. Posteriormente, ele me apresentou os diretores do Grupo Ceimbra, que explicaram que havia um projeto similar pra Americana, e posteriormente, me integram ao grupo. Inicialmente esse projeto estava direcionado para outra cidade da Baixasda Santista, e na reunião consegui mostrar pra eles que Itanhaém seria a cidade mais viável para essa implantação. Depois disso, entramos em contato com os proprietários da área do antigo Parque da Xuxa, que tem cerca, de 4,5 milhões de metros quadrados, para uma conversa inicial. Fizemos uma primeira reunião no auditório da nossa empresa em São Paulo, e seguimos para a fase de tratativas visando a aquisição da área. Nesse período de negociações surgiu uma outra área, onde se foi cogitado no passado a construção de um Tempolo Salomão, pela Igreja Universal, porém, o grupo ainda está de olho na primeira opção pela localização ampla de frente para Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, e a facilidade de acesso à água de rios. Em resumo é um projeto ousado, que prevê um investimento na ordem de 3 bilhões de reais, que se implantando pode gerar cerca de 30 mil empregos e uma renda mensal de 385 milhões de reais na cidade.
JLN – Como prefeito eleito, o que você mudaria nos três segmentos: saúde, educação e segurança?
R. Meu conceito em qualquer tipo de administração é trabalhar com pessoas especializadas, técnicas, nunca leigos. Um bom administrador tem que visualizar e entender o mecanismo macro e contratar as pessoas certas para cada função específica. Aqui, já vimos de tudo, investigador como secretário de trânsito, vendedor de brinquedos como secretário da saúde, e assim por diante; mas, na saúde, além do preventivo é preciso melhorar o imediato, a cidade comporta pelo menos dois prontos socorros; na educação, dois pontos acho fundamentais se discutir: meios para a implantação de uma universidade e transporte 100% gratuito para os alunos que precisam estudar fora da cidade; já na segurança, é preciso investir melhor em equipamentos e qualificação, mas é importante proporcionar condições adequadas para que os Boletins de Ocorrência aconteçam de fato, pois, desse ato advém as verbas estaduais do setor. Enfim, é preciso, entre outros, seguir um cronograma, e um programa de governo detalhado.
JLN – Existe alguma coisa que você já tentou fazer para melhorar Itanhaém?
R. Já tentei muitas e muitas vezes, mas é nadar contra a correnteza. Primeiro quero deixar claro que meu trabalho sempre foi de assessoria à políticos, nunca diretamente no exercício de mandato. Mas, através do Deputado Adilson Barroso, quando fui Chefe de Gabinete chegamos a enviar cerca de cinco milhões em verbas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para Itanhaém, os quais nunca fiz alarde disso. Uma outra vez falei com o prefeito para receber o megamilionário americano Charles Davis, em Itanhaém, que tinha como objetivo trazer investimentos para a cidade. Ele não deu a mínima. Mesmo assim, a meu pedido ele veio. Levamos Charles Davis em vários bairros da cidade, ele brincou com as crianças e após a visita no Hospital da cidade (na época era municipal), ele doou 5 milhões de dólares em equipamentos, dos quais o prefeito da época não recebeu – segundo notícias, porque daria nome político a outra pessoa que não era do grupo dele. Enfim, esses pensamentos pobres e arcaicos, tem prejudicado a cidade por muitas gerações. Veja que o próprio Charles Davis – na visita que fez através de nosso convite – estava de posse da carteira de investimentos de Michel Jordan (NBA); do ator americano Will Smith (do filme homens de preto); e, da jornalista americana Oprah – uma das mais ricas dos Estados Unidos; ele deixou escapar tudo isso. Depois, trouxe uma fundação para investir em Pontos de ônibus e Placas com nomes de ruas – a custo zero -, os quais também não aceitaram por motivo similar ao anterior; indiquei uma fundação do exterior que tinha como objetivo fazer o esgoto da cidade – a custo zero -, apenas para fins de estudos – iriam fazer uma coleta seletiva por 20 anos, mas também não deram a mínima; tinha uma empresa canadense que iria construir 5 mil casas com um tipo de material novo – nesse caso, só precisava da área de terras -, mas também não avançou; e, por último fiquei uma semana tentando falar com o prefeito que sequer me atendia – mesmo dizendo que tinha indicação de investimento para a cidade -, assim, pra não perder o projeto e o investimento, acabei ligando na época para a administração de Pradópolis, cidade do interior situado na região de Ribeirão Preto. Nesse caso, o prefeito mandou me buscar aqui em Itanhaém, e como resultado a fábrica foi implantada e funciona lá até hoje. Foram várias tentativas jogadas fora. Bem, vou parar por aí, mas, acredite teria muitos outros exemplos a citar, porém, já dá para se ter uma ideia da política que enfrentamos aqui nesta cidade.
JLN – Você é militar?
R. Fiz parte de um grupo especial da Aeronáutica – junto com alguns amigos como Magri, Mauro Cordeiro – que está morando no japão há mais de 15 anos -, Antonio do Loty, os saudosos: Pantera, Zedequias, entre outros -, que no ano de 1980 teve a oportunidade de fazer um treinamento especial, diferenciado e bem intenso, visando preparo em resgates. Isso ocorreu, por conta de dois graves acidentes da época que chocaram o país: os incêndios dos edifícios Joelma e Andraus. Hoje, não sou mais militar, mas não nego, gosto da disciplina do sistema.
JLN – Me falaram que você já publicou livros. Quantos e quais foram?
R. Sim. Adoro e escrevo sempre que me sobra um tempo. Já escrevi sete livros e recentemente, finalizei outro. São eles: I – Base Alpha; II – O Sistema; III – O Retorno; IV – Zona Neutra; V – Mundeo; VI – Querer é Poder; VII – Fábrica de Religiões; e, VIII – Vidas Cruzadas. Este último é baseado em fatos reais, contando a minha vida em detalhes, desde a minha infância até os dias de hoje. É uma história interessante. Vai ser lançado, possivelmente em novembro próximo.
JLN – Uma mensagem para o cidadão itanhaense?
R. Que acredite na sua cidade. Lembre-se que tudo o que fizer de bom, será um legado positivo a ser deixado para os seus filhos, netos e bisnetos, além de ser extensivo a todas as outras gerações futuras. A passagem por essa terra – no curto período de vida que nos é permitido -, só tem sentido se fizermos alguma coisa construtiva de fato, boa, viável, compartilhado, que transpasse o tempo.

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