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Quase 500 anos. Ainda foi pouco?

A colonização do país passou por Itanhaém, pois ela é a segunda cidade fundada no país; a primeira foi São Vicente. Isso quer dizer que quase quinhentos anos se passaram desde então. São histórias registradas no tempo, que apesar de justificadas não são convincentes para explicar a morosidade no desenvolvimento do município.
Afinal, de fato, quais foram as razões desse atraso? Falta de competência? Desinteresse? Falta de gestão? Corrupção? Porque se passou tanto tempo e ainda estamos longe do ideal? Será que o tempo foi pouco e vão precisar de mais 500 anos?
Veja que as cidades vizinhas, como por exemplo: Peruíbe e Mongaguá; em poucas décadas se emanciparam de Itanhaém e hoje competem entre sí, senão, até as ultrapassam. E, ainda assim os últimos gestores enchem o peito e se auto elogiam, como se tivessem feito muito pelo município.
Na verdade, em Itanhaém há deficiência em infraestrutura, ruas sem nomes, buracos, alagamentos, falta de calçamentos, urbanização, entre outros.
Quanto a segurança, dispensa comentários. Já estivemos em péssima colocação em anos anteriores e ainda agora amargamos essa colocação no ranking estadual e nacional, haja visto as manchetes das últimas semanas, nos principais meios de comunicação do país.
A educação – a princesa das secretarias – tem um trabalho executado, mas, traz um resquício do passado, com escândalos veiculados na imprensa nacional que também marcaram a cidade. Na prática, trata-se de um segmento com previsão de recursos financeiros compatível para fornecimento do melhor, inclusive para subsídiar 100% do transporte universitário intermunicipal.
Já na saúde, não se mantém uma regularidade. Raros são os dias em que o atendimento é bom, na maioria das vezes o Pronto Socorro está lotado e tem atendimento deficitário; aliás, diga-se que deveria se ter pelo menos dois na cidade. Deveria também se gter um sistema automatizado de cadastro único – se existe, ainda não funciona -, um convênio com o Governo do Estado para que o Hospital Regional pudesse manter cotas para pacientes residentes no município, entre outros.
Os investimentos em infraestrutura, que é a base para atrair empreendedores, não avança; se limitam a áreas centrais, atrelado a lugares de fácil acessso. E, basta citar alguns problemas nesse sentido, que alguém ligado ao executivo diz: “há, mais a orla está bonita”, “há, mas estão fazendo serviços para o tratamento de esgoto da cidade”, “você viu? O Parque da Amazônia vai ficar lindo”, “há, mas estão revitalizando novos bairros”, etc… Eu até diria: que bom, ainda bem, melhor que seja assim. No entanto, esses anúncios não procedem de forma autêntica, na maioria, se vê que se tratam de obras eleitoreiras, com objetivo dúbio, pois, se quisessem já as teriam feito, pois, houve muito tempo e recursos para isso. E, diga-se que “fazer” é uma obrigação implícita aos detentores de cargo público, e não um ato em excelência.
A exemplo do que houve em Praia Grande, o que precisa haver em Itanhaém é uma administração diferenciada, voltada para o futuro e que traga novos horizontes. Que seja capaz de gerar empregos, novos investimentos, qualidade de vida; e, para isso acontença, não há de ser com pensamentos arcaicos, pequenos e sem visão.
Apenas uma retrospectiva de promessas passadas: cadê a Vila Olímpica? Onde está a área Industrial? O Estádio? A Polícia Ambiental com ultraleves? O Porto Seco? A Universidade? etc. Então? Foram vãs promessas de outrora ou apenas estratégias eleitoreiras.
Finalizando, o desafio continua e esperamos que principalmente os jovens se atenham aos problemas políticos da cidade, e que no futuro as ações construtivas sigam além do anunciado, pois, perdura uma linha de pensamento futurista que é positiva e promissora ao município; de fato, o que precisamos é sincronizar e ajustar tudo isso, para fazer de fato e não apenas falar. Em outras palavras, já que não foi feito nada até agora, pelo menos então, que se comece. Reproduzido: (texto publicado em, http://facebook.com/cesarlimax)

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